16 novembro, 2012

Quer ter uma miniatura de vinhedo?

Já existem videiras bonsai! Elas podem viver em ambientes externos e internos (ensolarados). As fotos abaixo mostram alguns exemplos. E, sim, as plantinhas produzem uvas!










28 julho, 2012

Vinho, à la Baudelaire.

"Se o vinho desaparecer da produção humana, creio que acontecerá não só para a saíde, como para o intelecto, um vazio, uma ausência, uma defecção, muito mais terrível do que todos os excessos cuja responsabilidade lhe é atribuída."

Charles Baudelaire


26 julho, 2012

O vinho amargo de Michel Houellebecq




Nada como a ironia de Michel Houellebecq. Aliás, nada como o humor francês, mais sutil e realístico do que o inglês, e menos grosso e previsível do que o americano. Os franceses ganham quando o assunto é literatura e, bem diria, vinho. Nem Sideways dá conta. Eis alguns goles literários inesperados que encontrei durante a leitura do seu mais novo romance, O mapa e o território. E, a minha conclusão é: ler Houellebecq nos deixa mais sóbrios e exigentes, em todos os aspectos.


Não deveria ter bebido Gewurztraminer junto com as ostras, compreendera tão logo fizera o pedido, vinho branco sempre embaralhava suas ideias. (p. 18)

Não raro ouvimos dizer que os russos promoveram a grande revolução que lhes permitiu se livrarem do comunismo com a única finalidade de consumir McDonald’s e filmes do Tom Cruise; isso não deixa de ser verdade, mas, numa minoria deles, coexistia o desejo de degustar um Poully-Fuissé ou visitar a Sainte-Chapelle. Por seu nível de estudos e de cultura geral, Olga pertencia a essa elite. (p. 63)

Olga inalou demoradamente, deliciada, o fumet do conhaque, antes de molhar os lábios no néctar; adaptava-se magnificamente à França, difícil dizer que passara a infância num conjunto habitacional na periferia de Moscou. (p. 76)

“Trouxe uma garrafa de vinho. Uma boa garrafa...!” Exclamou Jed, com um entusiasmo um tanto artificial, um pouco como oferecemos balas às crianças, enquanto a retirava de sua bolsa de viagem. Era um Château Ausone 1986, que em todo caso, custara-lhe 400 euros: um dúzia de voos Paris-Shannon pela Ryanair.
“Uma garrafa só?” Perguntou-lhe o autor de Em busca da felicidade, espichando o pescoço para o rótulo. Então, sem uma palavra, deu-lhe as costas, após ter se apossado da garrafa; Jed interpretou a atitude como um convite. (p.140)

Estendeu um saca-rolhas a Jed e, tão logo a garrafa foi aberta, esvaziou uma primeira taça de um trago, sem inalar o bouquet do vinho, sem sequer entregar-se a um simulacro de degustação. (p. 155)

“Aceita uma taça de vinho?” Com um gesto largo, ele abriu um armário, revelando umas quarenta garrafas.
“Argentina ou Chile?”
“Chile, para variar.”  (p.187)



20 julho, 2012

Aprovada!


19 julho, 2012

Nicolas: 190 anos de publicidade

Em Agosto de 1822, um comerciante de vinhos tem a ideia genial de abrir três "depósitos' de vinho, onde as garrafas poderiam ser compradas aos poucos, à medida do necessário, e não em atacado, como era comum. Com isso, surge uma nova fórmula de venda...


Cem anos depois, em 1922, são 180 boutiques de vinhos Nicolas, engendradas, em grande parte, pela publicidade eficiente, sempre em forma de caricaturas da época e com múltiplas variantes.




Para quem não conhece a boutique francesa Nicolas, basta olhar para cada esquina de Paris que você verá la petite maison rouge...





18 julho, 2012

Na moda com o vinho


Capas inusitadas para iPhone, disponíveis aqui







17 julho, 2012

Sobre vinhos, baronesas e anjos

Adoro filmes ambientados no século XIX. Aliás, adoro o século XIX. Daria tudo para voltar no tempo e permanecer uma temporada por lá, como o personagem no filme sobre Paris, de Woody Allen.

Mas, a sugestão de hoje é outro filme, baseado em um romance da escritora neozelandeza Elizabeth Knox, sem tradução para o português. Com première no Toronto International Film Festival, Vintner's Luck (ou, Sorte de vinhateiro, traduzido livremente) conta uma história de amor nem um pouco ortodoxo entre um camponês, sua esposa, sua amante baronesa e um anjo. O cenário é idílico para tanto amor: uma propriedade na Borgonha (filmado no atual Castelo de Berzé), onde se produz vinhos de péssima qualidade, até que o personagem principal começa a ter seus rendez-vous com o anjo - um guardião que o aconselha em tudo, desde assuntos sobre casamento até a produção de vinho. 




O que eu mais gostei no filme, apesar do toque surreal que incomoda tanta gente, foi justamente do personagem do anjo. Na minha opinião, a escritora fez uma alusão direta ao personagem imaginado pelo filósofo Michel Onfray, em seu livro A razão gulosa. O anjo encenado no filme não é um anjo do céu, nem do inferno, mas um amante da vida terrestre. Seu sonho é se envolver com os humanos e usufruir de todos os prazeres sensoriais e carnais. Chega a ceder as suas asas para se assemelhar a nós. Gosta de um bom vinho, de um caso de amor e de palavras bonitas... É, sem sombra de dúvidas, a imagem que Michel Onfray tinha em mente ao conceitualizar o seu "anjo hedonista". Na última página do livro, o filósofo explica:

"O anjo hedonista...é mescla de poeta e mensageiro, de filósofo e artista. Carnal, sensuual e sexual, requintado, elegante e delicado, ele pratica a atenção e o cuidado com o próximo. Modelo hiperestésico, quer ampliar o que os sentidos podem, o que as percepções fornecem, o que as emoções estruturam. Poderoso, tanto saboreia a força quanto detesta a violência, pois sabe que aquiela é o único intrumento que permite esculpir sua existência, seu destino e seu corpo, como uma obra de arte. Onisciente, ele sabe quanto podem os morangos de um jardim e o frasco de um primeiro Yquem. Onde quer que uma mãe cozinhe, cante e embale e onde quer que um pai toque a pele do filho e lhe acaricie o corpo ele está presente. Onde mãos ou bocas se juntam e onde se trocam e se vêem sinais, gestos de afeto, ternura e carinho ele está. À mesa, nos fogões, nas cozinhas, na adega ele vela. Ele ignora a água benta e prefere o vinho; teme o incenso e saboreia particularmente os perfumes de um corpo amado; o céu só lhe agrada por lhe permitir deslocar-se rapidamente entre dois pontos da Terra. A ele devemos a piscadela das emoções superlativas, as ebriedades voluptuosas, os suntuosos alimentos efêmeros, as energias esculpidas, as polidezes celebradas, as vitalidades aumentadas, as jubilações desejadas. Provador de maçãs dos paraísos que estão com os dias contados, seu lema é Carpe diem. Creio que lhe devemos entregar nossas vidas, de maneira que Tanatos, ao triunfar, só tenha para guardar  no alforje um corpo que terá ardido até suas últimas chamas."

Dito e feito, a descrição do anjo hedonista está presente do início ao final do filme, quase que de forma fidedigna. Não deixem de assistir, ao menos para conhecer esse outro anjo, que nada se parece com os nossos arquétipos angelicais.





14 julho, 2012

Vive la France!



Constatava, na única entrada no diário de Luis XVI no dia 14 de Julho, 1789, "Nada" - referência ao resultado do jogo de caça do rei naquele dia. Mais tarde, quando informaram o rei que a Bastilha havia sido tomada, ele perguntou a um de seus consultores: "Isto é uma revolta?" 

"Não, vossa majestade, isto é uma revolução."

O dia da queda da Bastilha, comemorada na França como La Fête Nationale, é uma excelente oportunidade para refletir sobre a importância histórica da Revolução Francesa. E, para tanto, nada melhor do que um autêntico Champagne, bebida predileta do rei e da rainha que, ao subestimarem a pressão popular, ouviram jorrar pelas ruas de Paris os notórios gritos de Liberté, Egalité et Fraternité!


05 julho, 2012

02 julho, 2012

28 junho, 2012

A crise econômica na França


27 junho, 2012

Quais são as diferenças entre os vários tipos de uva?





Cada uma das mais de 60 mil variedades conhecidas possui características únicas de cor, sabor, aroma e tamanho. Tudo indica que os primeiros ancestrais das atuais videiras tenham surgido há milhões de anos na Groenlândia. De lá, elas chegaram à América, Ásia e Europa, onde surgiram os dois principais grupos da fruta. O primeiro reúne os tipos da espécie Vitis vinifera, que apareceu primeiro no continente asiático, mas depois se espalhou pela Europa. "São as variedades de maior qualidade, geralmente usadas para a fabricação de vinhos nobres. Alguns exemplos são as famosas uvas francesas merlot, cabernet e chardonnay. Apenas 20% dos tipos pertencem a esse grupo", diz o engenheiro agrônomo Fernando Picarelli Martins, consultor da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Campinas (SP).


21 junho, 2012

Auguste Rodin



Bacchante, também conhecida como As Uvas, ca. 1874
Auguste Rodin (1840–1917)
Terracota, em base de madeira
The Metropolitan Museum of Art, NYC

19 junho, 2012

The Corrs

“So I step inside, pour a glass of wine
With a full glass and an empty heart
I search for something to occupy my mind”




12 junho, 2012

Um brinde aos namorados...

Amor é sede depois de se ter bem bebido.                                                                                           
                                          Guimarães Rosa



05 junho, 2012

Um brinde a Tchaikovsky

De fato, a partitura original era para uma harpa de vidro!




26 maio, 2012

Vinho e dor de cabeça: dicas para remediar

O erro mais comum dos apreciadores de vinho tem haver com a hidratação. Quando se toma vinho é importante tomar água também. Isso os nossos irmãos gregos faziam desde tempos remotos. Aqueles que não misturavam o vinho na água eram considerados bárbaros. O princípio continua o mesmo, e, embora não diluímos mais o vinho na água, o fazemos em nosso próprio corpo, logo após um gole. Confira as dicas abaixo.




1. Tome água com seu vinho! (a mais importante de todas...)

2. Tome uma aspirina antes de beber.

3. Não coma alimentos açucarados quando estiver tomando vinho.


04 maio, 2012

A bebida do encantamento

"there comes a time in every woman's life when the only thing that helps is a glass of Champagne"



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